Friday, March 02, 2007

Perfil de Stewart Brand no NYTimes

Isto de ser anti aquecimento global é metade pelo gozo de ser do contra, e metade pelo sentido crítico. Curiosamente, quanto mais leio sobre os indivíduos que se destacam por advogarem medidas fora do que é comum ouvir os ambientalistas dizer, mais encontro discursos coerentes, fundamentados e inteligentes. O New York Times veio com um artigo sobre uma dessas cartas fora do baralho:

An Early Environmentalist, Embracing New ‘Heresies’

O artigo vale a pena ler na totalidade. Deixo só um apetizer:

“There were legitimate reasons to worry about nuclear power, but now that we know about the threat of climate change, we have to put the risks in perspective,”
Posted by K at 03:06:56 | Permanent Link | Comments (0) |

Saturday, January 06, 2007

Earth plus plastic

Ontem ao almoço, o tema de conversa girou sobre o aquecimento global. Entre o An Inconvenient Truth , o anúncio de que 2007 será o ano mais quente de sempre e a genuína preocupação de que este ano pode não haver neve para esquiar, o debate girou à volta do que se pode fazer para dar a volta à questão.

Este post serve basicamente para dizer que me enganei. Atribuí ao Scott Adams este texto do George Carlin. Para todos os que viram o filme do Al Gore e chegaram a casa cheios de vontade de desligar os aparelhos todos que estão em stand-by, leiam o texto do George Carlin. E se se quiserem rir, está no Youtube: parte 1 e parte 2.

Aproveito, e resumo a minha opnião. Estamos todos Flixados. Prevejo três cenários possíveis:

  1. Algum avanço tecnológico nos permite evitar a catástrofe, e escapamos por uma unha negra. Ainda vamos sofrer com aquecimento um século ou assim, mas escapamos.
  2. O petróleo acaba. E, ou corremos e conseguimos o ponto 1, ou nos estouramos todos na guerra subsequente.
  3. Nada disto acontece, seguimos à letra o que a Greenpeace diz, reduzimos o consumo de combustíveis fósseis em 50% , mas a Índia, a China e possivelmente África chegam ao nível de vida que o ocidente tem hoje, e estampamo-nos na mesma.

Ou seja, rezemos para que os cientistas do ITER salvem a humanidade. E faça-se um filme heróico com eles daqui a umas décadas.

Nota: O problema aqui é como produzir de forma limpa 2.3TW de energia para substituir o consumo actual de electricidade, mais 9.1TW para transportes.

Posted by K at 21:53:28 | Permanent Link | Comments (2) |