Sapo, inovação, software livre, tag like titles :-)
Eu disse que a resposta a este post do Karlus merecia um post mais a sério. Hoje é domingo, chuva, a televisão é 57 channels (and nothin'on), por isso pressinto mais um lençol-post...
O post do Karlus vale pelos comentários. Gerou-se alguma discussão por causa da inovação nos serviços Sapo, pelo facto de o Sapo anunciar, de forma mais ou menos veemente, que são uma empresa inovadora, enquanto ao mesmo tempo usam alegremente software livre para construirem os seus serviços. Há várias observações interessantes a retirar da discussão.
A primeira, que me agrada muito, é que a web é um mercado onde o software livre reina. Pouca gente neste momento pensa em usar software proprietário para fazer desenvolvimento na web. Percebe-se que uma startup ou uma empresa pequena evite software proprietário. O orçamento de licenças (e o de suporte!) pesa o suficiente para afundar o barco. No entanto, quando mesmo uma empresa com bolsos gigantes como a PT recorre primariamente a software livre, o caso de estudo é claro: Há mais variedade, mais qualidade e mais know-how em software livre nesta área.
Depois, é interessante observar a animosidade geral contra a PT, e ainda mais o reverso da medalha: a des-sensibilização dos colaboradores da PT contra essa agressividade geral. Quase como se fosse um facto adquirido que uma empresa gigante e monopolista atraia raios e coriscos de todo o lado (vide o caso Microsoft).
Quanto à utilização de software livre pela PT no Sapo, acho perfeitamente normal. Aliás, é a única hipótese de se conseguir ter este tipo de serviços a custos próximos do zero. É muito bonito pensar que na web tudo é de graça (grátis, de borla), mas não é. É muito barato, e é muito barato porque há poupanças grandes em pessoal, que é o principal custo dos serviços hoje em dia. Com custos baixos pode-se com alguma facilidade conseguir ter lucro nestes negócios. Qualquer pessoa que ache que as empresas neste meio não querem fazer dinheiro, que se desengane. Isso acabou em 2000/2001. Cash is king!
A pergunta seguinte, quando uma empresa usa software livre, é se se integra no ecossistema. O software livre vive em grande parte da multiplicação de pequenas contribuições de quem usa aquilo. Mesmo se não é suposto pagar-se em dinheiro, é suposto pagar-se em patches, que inevitavelmente surgem quando se usa um pedaço de software. Confesso que não sei a resposta à pergunta. O Sapo lançou um blog Software Livre no Sapo. Esperava que trouxesse como conteúdo o uso de software livre no sapo, mas o conteúdo é mais uma descrição das actividades do pessoal do Sapo que gosta/usa/admira software livre. É, no entanto, natural que o Sapo contribua de volta. A contribuição no dimp é conhecida. Provavelmente falham, como nós, na divulgação do que fazem. Claro que a posição monopolista agrava esta falha.
Depois, se são inovadores ou não. Claro que não, a começar no modelo de negócio. O Sapo é a AOL portuguesa. Construiu um recreio onde as pessoas que não conhecem a internet podem brincar sem medo de se magoar. Por iniciativa da PT, para o cidadão comum, a internet é o Sapo.
Deviam ser inovadores? Não, claro que não. Por um lado, a estratégia actual funciona. Dá dinheiro, muito dinheiro. E tem um decaimento relativamente lento, até bastante previsível por observação da evolução da AOL. Vale a pena cavalgar a onda do monopolismo enquanto se pode. Não esquecer, o objectivo é $$$.
Ainda por cima, historicamente na web a inovação não vem das empresas grandes. O Google tenta desesperadamente inverter essa tendência, mas apesar de tudo comprou o Youtube. Empresa pequena capaz de mudar a internet. E não foi por acaso que o Youtube não foi criado dentro do Paypal (onde trabalhavam os três fundadores).
A verdade é que as empresas grandes não remuneram a inovação nem perto daquilo que ela vale. Imaginem o Paypal a pagar 400 milhões de dólares de prémios aos três fundadores Chad Hurley, Steve Chen, e Jawed Karim. Ha!
Seria idiota para a PT estar a correr atrás da inovação, quando a estatística diz que iriam falhar.
Então, o Sapo está condenado a ter sempre má imagem dentro da comunidade geek? Será sempre o mauzão? Não necessariamente. Basta por os olhos na IBM. A IBM conseguiu dar a volta da imagem de mal encarnado para o amiguinho do software livre. Bastou um esforço grande de abertura, muitas relações públicas, e o à vontade para ceder um pouco de uma parte do negócio, ganhando em estabilidade na globalidade das fontes de receitas.
Verdade seja dita, a IBM fez isto quando se estampou durante a sua fase monopolista, e é preciso um choque desse género para pôr elefantes a dançar.


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Não me expliquei bem. O desconto de ad
Estive a consultar a minha última factura,
Eu estou abrangido por uma promoção de
O mercado funciona normalmente melhor
25% não